Dias felizes virão

junho 2, 2012

Porque foi chorando de tristeza que eu descobri a felicidade. Eu sei, ser triste às vezes é prazeroso. Ficamos mal porque queremos e colocamos na nossa cabeça que nada vai tirar um sorriso do rosto. Porque ser triste às vezes é um conforto. A gente quer e a  gente se sente bem se sentindo mal. Lemos mensagens antigas, revemos fotos de um ex amor, viramos o botão do volume no máximo na música mais triste que o aleatório manda. Uma força pra chorar e um foco na cabeça para não parar de pensar no que te deixa triste. Sentir-se triste e saber que está sentindo não é errado, é comum. Mas depois de toda essa tempestade, no meio dos destroços e sob um céu nublado, você vai descobrindo as coisas boas. Vai aceitando que a tristeza foi passagem e que agora você parece ter mais motivos para sorrir. E é isso, sorrisos ocupando lugares de lágrimas. Cabeça focada no que precisa ser compreendido. As mensagens são antigas então você apaga, o amor encontrou outro alguém e você descobriu que o amor era a pessoa errada, a música saiu de moda agora o som toca pulsando em um sentimento que vibra. De amor, de alegria.

 

Você só vai ser feliz quando permitir que a tristeza acabe. Você só vai aceitar a felicidade de quem saiu da sua vida e te deixou triste quando você perceber que a única coisa que falta é só isso, ser feliz. Então tudo vai brilhar mais forte, e você vai ver que tristeza é só uma chuva de verão! Estende o tapete de boas vindas à felicidade na tua porta, ainda que pareça cedo ou errado. E então lembre-se: a felicidade é sempre certa.

Contraditório

maio 27, 2012

Não precisa desligar o celular. Eu nunca te liguei e não é agora que eu vou ligar. Não precisa abaixar a cabeça quando a gente se encontrar, você não tem que ter vergonha e eu não vou até você para conversar. Até mesmo porque não temos nada a explicar um para o outro. Talvez algumas palavras, mas dá para viver sem isso. Não precisa acender um cigarro enquanto conversamos, eu não preciso de respostas rápidas e nem quero saber o que você faz ou deixa de fazer na vida. Foi, amigo. Passou. Leva sua vida e busca a tua felicidade. E se é preciso me deixar de lado pra isso então faça exatamente isso. Me esquece. Prefiro te ver feliz e sem culpa do que ao meu lado. Se a ideia de felicidade não está aí, então fique sabendo que eu estou aqui. Porque eu não tenho ódio de ti, guri. Você não me fez nada e eu te gosto. Só não mistura mais as coisas, só não me confunde mais. Só não me traga problemas e nem me deixe sem entender. Vai, se precisa ir. E não me explique nada, você não deve. Foi bom. O pouco que foi, foi bom.

Muda, rapaz!

maio 27, 2012

Tem gente que prefere assim, e quem sou eu pra mudar? Às vezes tudo vai parecer errado e você, infelizmente, só vai descobrir no final que tudo foi manipulado, pra depois ouvir desculpas como se o acaso tivesse feito isso. Me desculpe eu, que não sei o que se passa. Abraça a mão da sua própria vida e sai andando com ela, talvez ela seja sua única amiga e companheira. Talvez ela te ensine um pouco mais de coragem e te tire meio litro de covardia. E se no final você perceber tudo o que fez, vai querer voltar. E então eu sinto muito em te dizer que será exatamente nesse momento que todo mundo já terá ido embora. Cansados de te esperar. Espero que neste momento também, sinta como foi ruim fazer os outros te esperarem, espero que perceba que tudo poderia ter sido diferente desde o começo, mas você não quis assim. Que sua cabeça mude e que (mesmo cansado) corra atrás de quem você quer, porque eles estavam ali, o tempo todo. Foi só você quem escolheu confundir suas mentes e sair correndo sem dar explicação. 

em 13 minutos

maio 21, 2012

“Agora são 1:58 da madrugada de um domingo para segunda. Sim, eu deveria estar dormindo, mas algo me impede. Não sinto sono, não sinto vontade de nada, eu só queria escrever. Estou sem inspiração, não consigo definir um assunto para um texto então tudo isso se tornou esse novo texto.”

 

Estou com um pouco de medo do que vem pela frente. Medo do que me espera ou de alguma realidade que eu esteja dramatizando. Estou me sentindo sem segurança alguma, como caminhando em pés descalços sobre uma fita a alguns metros de altura. Vejo o tempo passando e eu me preocupando cada vez mais, procurando cada vez mais por alguém que eu estou pseudo-apaixonada. Sim, sou capaz disso. Não estou inteiramente entregue (aprendi em situações anteriores a sempre deixar um pé atrás, sabe, evitar o passo em falso). Mas se eu puder, e se você permitir, queria me entregar nessa história. Estou cansada de sentar nos bares e esperar você aparecer. Quero um pouco mais de certeza, mesmo achando que a certeza às vezes é muito mais perigosa que a dúvida. Mas eu espero algo grande, sabe? Que mude minha vida, que seja novo. Porque eu preciso disso. Eu estou esperando de um jeito pateticamente ansioso para o próximo final de semana, porque existe uma possibilidade dele ser incrível. Mas daí me bate aquela insegurança. É quase uma negatividade que me obriga a pensar no errado e no quanto “ela” é melhor do que “eu”. Só é melhor do que eu quem eu quero que seja, porque se a pessoa fizer cinco vezes de uma forma perfeita, eu vou lá fazer seis. Não porque eu quero ser inferior, mas quero auto-estima. É isso, achei alguma coisa que faça um pouco mais de sentido. Eu preciso de auto-estima. Olhar no espelho e pensar que aquela pessoa que eu estou vendo esperou a semana inteira para ser feliz. E ela está sendo, sem erro e sem falhas. Quero ver essa pessoa pensando positivo e sorrindo com a chance que existe dela ser inteiramente feliz com o que deseja. Eu vou ganhar segurança, tanta que eu vou querer que aconteça mesmo que não seja para acontecer. Sim, eu quero quebrar a cara e chorar numa cama pensando no motivo de eu ter pedido tanto por algo errado. Mas não, eu sou segura agora. Não é errado. É exatamente isso que tem que acontecer.

Eu conheci alguém tão aleatoriamente que não é possível que tudo tenha acontecido só pra eu ficar com esse maldito ponto de interrogação pintado na testa.

Eu quero respostas, quero entender essa história. Quero saber (de cabo a rabo) o por que de você aparecer assim, me conquistar e me roubar todos os minutos do dia. Porque eu penso. Penso o tempo todo nisso tudo. Em você, em mim. Nessa história louca que eu ainda não cansei de tentar entender.

 

“São 02:11 da madrugada de domingo para segunda. Sim, eu deveria estar dormindo, mas eu comecei a escrever. Comecei sem assunto, cambaleei em algumas palavras sobre qualquer coisa e acabei em você. Seja lá o que isso seja, eu quero você. Me traga notícias boas e faça esse meu medo ser em vão. Me ajuda a caminhar por essa longa semana”.

Chega de neura

maio 18, 2012

Quando ele está na casa dele, eu fico mais calma. Só de saber que o vento e outros amigos não estão o tocando, eu fico um pouco melhor. Está bem, chega de neurose.

Eu paro e piro, mordo um pedaço da unha, da boca ou até mesmo só os dentes quando ele não fala comigo. Respiro e penso “vou tomar essa iniciativa, só dessa vez”, e pronto! A coragem some antes mesmo de aparecer.

Fecho os olhos, saio de perto, espero que ele esteja lá quando eu voltar. E não. Ele não está. Me desabo em raiva, crio mil motivos pra ele não estar falando comigo. Está falando com alguém mais legal, melhor e interessante? Será que ele conheceu alguém na festa da noite passada e agora está conhecendo esta pessoa melhor? Ok, chega de neurose.

Ele me deixa furiosa, me tira do sério em questão de segundos, me deixa na angústia e na maioria das vezes faz isso como se fosse proposital. Quer me ver exatamente assim?

Eu mal o conheço. Assim, conheço a bastante tempo, sempre o via. Mas eu falo do conhecimento interior, entende? E no pouco que pude conhecer, no pouco que ele me permitiu conhecer, eu adorei. Viajei nele e agora penso nele quase o tempo todo. Não o amo, não estou apaixonada. Encantada, talvez. Gosto desse menino. E é difícil eu gostar de alguém assim.

Ele me dá um beijo e vira a cara. Me abraça e sai de perto. Me machuca e eu finjo que não ligo. Eu o machuco e ele briga comigo.

Quem é você, menino lindo? Eu não sou assim com ninguém.

Afinal, ele me causa sensações horrorosas a maior parte do tempo. Mas quando ele decide conversar comigo, me beijar, me abraçar e ficar só segurando minha mão por um tempo… Bem… Quem é esse menino?

Me pergunto o tempo todo. Esse menino me faz um bem sem tamanho.

Uma história… de amor… talvez

maio 13, 2012

Enquanto eu sofria pelo meu velho amor não correspondido, você tentava ganhar o seu amor, que às vezes (BEM ÀS VEZES MESMO) era correspondido. Eu chorava por ele enquanto você beijava seu amor. Era sábado à noite e nós ao menos sabíamos onde estávamos. Eu sonhava com ele, você sonhava com ela. Passei algumas noites segurando o telefone esperando ele ligar, enquanto você mandava mensagens para ela e ela ao menos retornava dizendo “oi”. Saí nas ruas procurando meu amor, você tentava marcar encontros e ela sempre tinha compromissos. Eu tentei esquecer ele, você também tentou esquecer ela.

O tempo passou, então.

Ele sumiu da minha vida, você desistiu de correr atrás. Eu tentei fazer as coisas funcionarem de novo, você tentou fazer ela te notar. Ele foi embora, ela foi embora. 

Saí pra tentar esquecer, você foi para um bar. Sentei numa mesa vazia, você sentou no muro da entrada. Eu olhava em volta, você fumava cigarros. Te vi, você olhou para mim. Nos encontramos e ali ficamos. Sentados na mesa que além de nós dois se encontrava vazia. Conversas fluíam e a noite passava. Enquanto eu sorria, você me fazia sorrir.

Eu descobri que meu velho amor era um engano, você percebeu que ela era igual. Enquanto eu esquecia ele com facilidade, você encontrava maneiras de nunca mais pensar nela. 

Então o nosso beijo, com gosto de cigarro, cereja e cerveja, nos fez esquecer desses amores que nós nunca tivemos a não ser na ilusão da nossa cabeça de que eles eram os nossos amores. Que eram eles que mudariam nossas vidas para sempre. Não era.

Enquanto eu tentava esquecer um velho amor não correspondido, eu conheci alguém que tentava superar um amor às vezes (BEM ÀS VEZES MESMO) correspondido. Saíamos, conversávamos e descobrimos que ali poderia nascer algo. Bem mais bonito, bem mais sincero e bem mais forte que aquelas outras coisas. Afinal, o amor, muitas vezes, não é quem a gente acha que é. Às vezes, é só quem a gente acha.

Não defina “amor”

maio 12, 2012

Se demora tempo para amar. Você não precisa de muito tempo para transformar todo o seu amor, em ódio. Em algum lugar, em algum caderno especial, está escrito o nome de várias pessoas, todas destinadas a amar uma certa coisa, a mesma coisa. Amor este que te faz aprender, ensinar, estressar, irritar, odiar, brigar, sentir, voar, seguir, sonhar. Amor este que dominará seu corpo. Se ele dizer: “se mata!” você irá obedece-lo. É triste, é feliz, é ansioso e nervoso. É uma mistura de sentimentos nascidos simplesmente para te confundir, para te testar. E é isso que você faz o tempo todo, é um teste que você está vivendo as 24 horas do seu dia. E se você vencer, não fique feliz, você ainda não vai saber me dizer o que é o amor. Que você se esqueça de tudo que o amor já te fez passar, que você esqueça todo o rancor que ele lhe trouxe, não adianta, se ele lhe estender uma flor em pedido de desculpa, você irá ceder. Tanta gente que desiste por ele, que luta por ele, a verdade é que sempre vamos acabar nele, e todo mundo vai passar pelo o que você passou, todo mundo vai falar o que você já falou, todo mundo vai criar um ponto de interrogação na cabeça e perguntar a si mesmo: “que diabos é o amor?” Eu tenho um notícia. Você nunca saberá o que é. Não existe definição, não acredite nos dicionários e muito menos em quem diz entende-lo. Se o amor é mentira, se é verdade, se ele realmente existe, se ele é fruto da imaginação, se ele é passageiro, se ele é pra sempre, tudo isso depende de você, tudo isso depente do que você foi destinado a amar. Mas por favor, não tente dizer para ninguém o que você acha que ele é. Faça, crie a sua definição, a única pessoa que vai acreditar mesmo, é você.

Sh!

maio 2, 2012

Meu silêncio é meu melhor amigo. Porque eu prefiro ouvir. Ouvir você mentindo e sorrir calada. Ouvir suas histórias e me calar com elas. Prefiro você me perguntando e eu te dando nada além do silêncio. Eu também gosto do silêncio alheio. Palavras, na maioria das vezes, fere com o peso. É como se tudo o que a gente tivesse dentro de nós fosse demonstrado através das palavras. Mas por que não o silêncio? O olhar pode dizer poemas e cantar canções com mais perfeição. Gestos são menos confusos que o dizer. Então pra quê? Me diga pra quê não substituímos tudo pelo silêncio? Tá certo que para os outros o meu silêncio é ensurdecedor. Mas pra você, são as respostas.

Our little secret

abril 21, 2012

Eu fico pensando em quando alguém vai saber da nossa história. De tudo o que a gente fez, das nossas manias, brigas e carinhos. Fico pensando se vão acreditar que existiu alguém assim na minha vida, se vão acreditar que você era o amor da minha vida. Imagino a reação dos meus amigos ao ouvir nossa relação. Eles sabem de alguma coisa, poucas. Mas nunca vão saber da nossa história. É tão nossa, se tornou tão pessoal entre eu e você. Se tornou tão íntima. É como uma piada interna, sem graça, entre nós dois. Só a gente entende. Bem… A gente não entende tão bem assim.

Então me diz: Como vamos fazer alguém entender? 

Deixa assim. Tá bom entre nós dois. Tá bom enquanto isso ainda é o nosso segredo.

Já disse que estou com saudades hoje? 

A menina e o monstro

abril 4, 2012

Isso me acompanha desde sempre. Eu poderia resumir na história de amor de uma menina com um monstro.

“Sempre foi assim, e eu sei que não vai mudar. Vivi sabendo que haviam limites. Pois você, mostro, sempre me privou de felicidades. Do mais alto pico, do mais maravilhoso sentimento de voar sobre as nuvens, você me puxava para baixo com tamanha velocidade que o vento me espancava a cara.”

Ilusão.

“De pensar que estava tudo certo. De achar que eu era interesse maior. De pensar que em algum momento alguém olharia pra menina.”

Porque o importante nessa história é que todos são apaixonados pelo monstro.

Pobre menina… Sonhando que um dia vai ser feliz. E quantas vezes ela tentou ser? Quantas vezes ela foi? Até que o monstro a assombrava.

A menina ama o monstro. Ela poderia escrever poemas, músicas de amor, só para o monstro. Ela sabe que não viveria sem ele, e é por isso que ela não queria ele fora da sua vida. De jeito nenhum. Ela só quer que ele pare de atrapalhar a vida dela. Ela só quer ser feliz.

E o monstro a priva disso.

Ele dá show, ele chama atenção fingindo ser algo belo. Realmente, que belo monstro! Quem não se encanta com tamanha beleza? Coitada da menina, só queria que alguém visse o quanto ela se importa. 

Ela só queria fazer os outros verem coisas desse tipo. Tipo o amor incondicional dela por alguém que estraga sua felicidade mais sincera. Ela é inocente, ela poderia ter o maior ódio do mundo dentro do coração dela.

Ela só tem dó. Dó de si mesmo. Deixem que admire o monstro. Um dia alguém ainda vai te ver.

 


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